Líder do Pinheirinho é dirigente do PSTU e militante de um sindicato de setor inexistente - A partir de hoje sacolinhas plásticas em supermercados de São Paulo estão proibidas - Desvios no Dnocs deixam insustentável a permanência do diretor Elias Fernandes no órgão - Cidadão britânico é preso por importar nádegas feitas de bronze do ditador Saddam Hussein - Ronaldinho Gaúcho teria dito numa balada que só fica no Flamengo se Wanderley Luxemburgo sair - FMI calcula em no máximo 3,3% o crescimento da Economia mundial em 2012 - Hackers do grupo Anonymous invadem e tiram do ar sites do governo dos EUA - Imprensa no mundo todo condena a agressão do zagueiro Pepe ao craque Lionel Messi - Publicitário Alberto Acerla é o autor do comercial que projetou a adolescente Luíza Rabello na Internet - Dilma Rousseff decidida a não fazer campanha eleitoral nas cidades com sua base de apoio dividida -  

O novo Rei


Uma das maiores publicações do planeta, revista TIME elege Messi rei do futebol.
A mais importante revista do planeta, a TIME, estampou o gênio Lionel Messi em sua capa da nova edição.

Em enormes letras brancas, o termo “King Leo”, denominando o jogador do Barcelona o novo rei do futebol.

O texto da reportagem é de Bobby Ghosh, o experiente jornalista que já cobriu guerras pelo mundo e causou polêmica em 2010 com o artigo “América Islamofóbica”.


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Amy Winehouse na passarela



O
estilista Jean-Paul Gaultier rendeu hoje uma homenagem à cantora inglesa Amy Winehouse, à sua música e ao seu estilo de vestir-se, com um desfile de alta costura para o verão 2012, inspirado totalmente na jovem artista morta ano passado.
 

Repleto de cores, de bordados de luxo, materiais exclusivos e ousadias que só os mestres do mundo fashion se permitem, a coleção Gaultier revisitou com o jeito de Amy Winehouse a década dos oitenta, destacando as evocações que ela fazia às décadas de cinqüenta e sessenta. 

O cabelo de Winehouse se encheu de cores vivas, rosa, verde ou amarelo, também negro, fazendo um jogo de contraste com os modelos que acompanhavam, todos sobre sapatos ou sandálias plataformas de salto muito alto. 

Gaultier disse à imprensa que pensou muito rápido em dedicar uma coleção à cantora e ao seu estilo, que considerou não ter recebido a suficiente atenção por parte da mídia, nem depois da sua morte, ou mesmo em vida.

No desfile, estavam lá aplaudindo a atriz Catherine Deneuve, a diva Dita Von Teese e a cantora Beth Ditto, da banda Gossip, entre outros artistas e personalidades da moda e do mercado.
 Canções de Amy Winehouse foram a trilha do desfile, intepretadas na maior parte das vezes pelos cantores Orlando, Fey B, Manu e Kevon.


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Henrique e o PMDB


O jornalista Lauro Jardim, da revista Veja, foi o primeiro a noticiar na semana passada que havia algo de errado no Dnocs e de que o potiguar Elias Fernandes poderia cair, como de fato acabou acontecendo hoje.

Há pouco, o colunista de Radar publicou na versão online da Veja que a luta do deputado federal Henrique Alves para manter Fernandes no posto prejudicou a relação do PMDB com o Planalto. Leia abaixo o texto de Jardim:

Alves fica mal no PMDB... 

A
demissão de Elias Fernandes no Denocs, já consumada no gabinete de Fernando Bezerra, não significa o fim da crise no ninho peemedebista. Ao contrário. Para os lados de Henrique Eduardo Alves ela só está começando.

Ao afrontar Dilma Rousseff para manter seu afilhado, Alves acabou comprando briga com os próprios caciques do PMDB. Alves, no afã de defender um interesse pessoal, colocou o partido inteiro em rota de colisão com o governo.

Até mesmo Michel Temer, que vinha auxiliando nas negociações, foi surpreendido com as doses cavalares de fígado impressas hoje nos jornais. Peemedebistas argumentam que Alves teve vários motivos justificáveis para trombar com o governo (ministérios inexpressivos, contingenciamento de emendas e cargos) em nome do PMDB, mas foi escolher justamente uma questão menor, envolvendo um cargo sem destaque, para desafiar Dilma. Diz um peemedebista:

– O que a gente estava esperando era uma ação estratégica, não isso. Ele levou o partido todo para uma causa pessoal e expôs o vice-presidente. (LJ)



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Pelé Rastafári



Das muitas canções que o saudoso Bob Marley fez o mundo balançar ao ritmo do reggae, nenhuma tem um componente político e filosófico, um apelo social, um grito de protesto como “War”, em que prega a paz e uma sociedade sem discriminações.

A letra tem a força de uma reação digna dos negros do movimento Black Power, uma poesia de fúria e indignação com a triste realidade de uma raça sobreposta à outra, de uma pele melhor que outra. E um refrão em forma de um grito declarando “guerra”.

Mas, a música não foi concebida apenas pelo grande poeta da Jamaica, é obra de parceria, de uma dobradinha iniciada ainda na sua infância, quando trocava passes de futebol nas ruas do povoado de Nine Mile com o melhor amigo, chamado Alan Cole.

Até aos 13 anos, o sonho de Marley era ser jogador de futebol. No início dos anos 70 conheceu Cole durante uma das muitas peladas que jogava. E foram também contaminados pelo rock ‘n’ roll que ecoava dos EUA e começava a reverberar na Inglaterra.

Na adolescência, enquanto a música lhe atraía, viu Alan Cole, ainda um moleque de 15 anos, encantar o povo com um futebol de rara habilidade, o que o levou aos 16 a ser convocado para a seleção do país. Mas o reggae e a bola não separaram os amigos.

Marley foi conquistando o mundo com a sua música e Cole foi enlouquecendo a Jamaica com um talento que repercutiu pelas Américas, ao ponto da mídia compará-lo ao craque maior do Brasil. Num amistoso com o Santos, Cole deu uma saia em Pelé.

Àquela altura, o nome do craque já havia recebido um aposto, Alan “Skill” Cole, o termo em inglês para destacar sua fabulosa habilidade com a bola. O domínio da bola era tamanho que raraa foram as vezes em que disseram que ele não tinha pele, e sim velcro.

Alan Cole era uma vedete que roubava a cena do espetáculo. Driblando, lançando, atacando, defendendo, organizando, improvisando, obstruindo, cabeceando, preparando e concluindo o gol. Poucos naqueles anos eram tão astuto, habilidoso e intelingente.

E o futebol vertia do seu corpo na mesma competência para discutir com o velho amigo de infância as novas canções. Quando Cole e Marley já eram ídolos, cada um no seu quadrado, o músico convocou o boleiro para acompanhá-lo em suas turnês.

Isso foi um pouco depois da experiência de Alan Cole como jogador em gramados brasileiros, quando o Náutico de Recife excursionou pelo Caribe e seus diretores viram a genialidade do negro rastafári, que formou uma dupla hippie com Marinho Chagas.

A presença do craque caribenho no Brasil foi determinante para a visita de Bob Marley ao país, quando fez amizades e jogou bola com Chico Buarque, Alceu Valença, Toquinho e Paulo Cezar Caju, a quem confessou uma idolatria desde a Copa de 1970.

Em 1976, Alan Cole girou o mundo com o amigo na condição de executivo da turnê. A longeva amizade e a empatia poética impuseram a ambos uma confidência mútua. Mas o regime político na Jamaica quase os separou, num aterrador e maligno episódio.

A situação estava braba nas ruas de Kingston, um clima quase de estado de sítio. As canções de Marley tinham o peso de um coquetel molotov. E era do álbum “Rastaman Vibration”, daquele ano, um dos hits mais tocados, exatamente “War” (Guerra).

Havia também um mal-estar entre os amigos, segundo os jornais da época, por causa de desentendimentos autorais. E o governo aproveitou o fato. O seqüestro de Bob Marley foi colocado na conta de Alan Cole, por estar aborrecido e sentindo-se prejudicado.

Felizmente, pouco tempo depois a farsa foi descoberta e os dois amigos puderam continuar a dobradinha que começou no barro das ruazinhas de Nine Mile. Em 1980, Alan Cole foi o gerente da última turnê de Bob Marley, pelos Estados Unidos.

E estava com ele fazendo “cooper” no Central Park quando o cantor sofreu um colapso e foi tentar um tratamento em Munique. Durante a Copa 2010, Cole anunciou o livro “The Bob Marley I Know” (título de um disco do amigo) narrando a parceria.

Alan Cole encerrou a carreira no Santos de Kingston, clube criado em 1964 em homenagem a Pelé e que dominou a Jamaica até o ano 1974, quando o país participou da Copa e ele viu seu colega de Náutico, Marinho, ser eleito um dos craques do torneio.

Vive até hoje na Etiópia, no continente africano que tantas vezes defendeu ao lado do velho parceiro rastafári. Amigos em comum juram que alguns passos de Bob Marley no palco não eram de puro reggae. Havia a mistura da ginga boleira do habilidoso parceiro.


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De Jampa ao Canadá



A paraibana Luiza Rabello, que tornou-se viral no Twitter e Facebook, já foi contactada pelo pessoal da revista Playboy, que só aguarda a menina completar 18 anos, no próximo 6 de fevereiro, para dar-lhe uma cantada para um ensaio.

Curvas e plástica ela tem desde os 15, diz um colega de João Pessoa.


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Chico 1969


Só para os leitores não esquecerem do gênio, que enfrenta uma duríssima batalha para se manter entre nós. Ninguém igual a ele produziu tanto sobre tudo.

Uma vez Ziraldo me disse, durante a Bienal do Livro em Natal: "Se Chico Anysio tivesse nascido na Inglaterra ou EUA, Charlie Chaplin era ele".



Veja o video:

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O Platini da Tunísia



U
m jovem vendedor de frutas e verduras passou anos nas ruas de uma cidade da Tunísia pagando propina aos fiscais do governo do ditador Zine el-Abidine Ben Ali
. Um dia, em 2011, ele parou no passeio público e tocou fogo no próprio corpo, como protesto.

As chamas nas vestes do rapaz se espalharam pelo país africano e transformaram-se numa revolta popular. Em janeiro daquele ano, os protestos nas cidades da Tunísia provocaram um incêndio de mudanças em todo o norte da África e do Oriente Médio.

A ditadura caiu e um novo governo, com promessas de democracia, foi formado. Entre os nomes cotados para ministros de Estado, um cinqüentão discreto que em 2008 surpreendeu o país ao se negar apertar a mão do todo-poderoso presidente Ben Ali
.

Seu nome, Tarak Dhiab, um herói do povo tunisiano, idolatrado por jovens e velhos, uma lenda em se tratando de futebol no país aberto à Europa pelo Mar Mediterrâneo. O ditador não ousou agredi-lo, mas o perseguiu com demissão no clube Esperance.

O mais importante time de futebol da Tunísia recebeu o talento de Tarak depois que seu estilo clássico de jogar desabrochou nas peladas suburbanas e nos juvenis do AS Ariana, time que presidiu depois, antes de virar também vice-presidente do Esperance.

Atuava com a elegância de um espadachim em combate, controlava o desenvolvimento do jogo com a leveza e precisão de um primeiro bailarino no palco. A bola chegava nele e já tinha um novo destino, dada sua velocidade de raciocínio e perfeito domínio.

Não demorou para que a imprensa ocidental o batizasse de “Platini da Tunísia”, apelido que seria confirmado em grandes jogadas e gols que o levaram a ganhar, com apenas 23 anos, a Bola de Ouro de melhor jogador do continente africano no ano de 1977.

Em 1978, na Copa da Argentina, o próprio Platini, um dos destaques do evento, entenderia porque o tunisiano era comparado a ele. Tarak Dhiab faria história com uma exibição de gala e conquistando a primeira vitória africana em copas do mundo.

Até aquele instante, a África tinha participado da Copa de 1934 com o Egito, emplacou o Marrocos em 1970 e teve o Zaire na de 1974, todos com fracas atuações. A Tunísia chegou querendo não fazer feio na primeira fase, com três jogos em Rosário e Córdoba.

E a estréia, no estádio Gigante de Arroyito
, na cidade em que nove anos depois nasceria Lionel Messi, não poderia ter sido mais fantástica. O primeiro tempo foi quase um domínio absoluto dos mexicanos, graças às arrancadas e dribles de Hugo Sánchez.

Mas logo aos dez minutos do segundo tempo, começou o show de passes milimétricos e controle do meio-campo do camisa 10 Tarak. Fez o gol de empate e comandou a virada espetacular por 3 x 1. E a torcida argentina, de pé, gritando “Tunísia, Tunísia
!”.

Tarak Dhiab estava acostumado a levantar torcedores com suas jogadas em campos da África, mas não esperava que fosse o protagonista da primeira vitória de uma seleção africana em copas. A partir daquele jogo, o futebol do continente ganhou notoriedade.

Ídolo maior da sua pátria, sempre gostou de surpreender a nação, dentro ou fora de campo. Certa vez, levantou a platéia em gargalhadas ao converter com um toque premeditado de bunda o cruzamento de uma bola. Era um jogo festivo, afinal.

Já um promissor empresário, e na condição de executivo do time do Esperance, não poupava críticas ao governo déspota. Em maio de 2008, disse que o presidente Ben Ali e sua família corrompiam o futebol, usando sua prática para desviar o povo dos problemas do país.

A ditadura temeu uma reação violenta e ele foi multado diversas vezes por infrações de trânsito, além da demissão no clube da sua glória boleira. Suas posições contra o regime se anteciparam ao suicídio do ambulante que culminou na revolta popular de 2011.

Mesmo depois que o governo déspota foi derrubado, ainda teve resíduos reacionários operando contra sua nomeação como Ministro dos Esportes no novo tempo da Tunísia. Argumentavam contra por Tarak não ter um diploma de nível superior para o cargo.

Até que alguém lembrou que o atual presidente da poderosa UEFA, a federação de futebol da Europa, também jamais concluiu um curso acadêmico. É que os deuses da bola planejaram para que Tarak Dhiab e Michel Platini fossem gêmeos no jogo e na política.


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Uma vez Flamengo



D
e cada 10 amigos meus flamenguistas, 11 são chatos. E dito isto, eu não deveria dar a dica de leitura do livro “1981 – O Ano Rubro-Negro”, do jornalista Eduardo Monsanto, aquele com cara de menino que toca com Zé Trajano o Pontapé Inicial da ESPN.

O livro da editora Panda Books tem 276 páginas de uma aventura épica do clube da Gávea iniciada ao final dos anos 1970 e consagrada com a taça de campeão mundial do ano citado, numa partida mágica contra o Liverpool, no Estádio Nacional de Tóquio.

O maior título da história do Flamengo é o motivo central da obra de Dudu Monsanto, lançada ao final do ano passado em comemoração ao aniversário de 30 anos do feito. Mas, a passagem mais emocionante é sobre o ano de 1978, ponto de largada do sonho.

Convém lembrar que o gênio daquela história, Zico, estreou no time em 1971, ao lado de craques como Rogério (cortado da seleção de 70) e Samarone (o galego quase sarará fazedor de gols). Vamos estabelecer que a glória começou a ser plantada em 1976.

Naquele ano, em que o campeão carioca foi o super-time do Fluminense – a histórica Máquina Tricolor – com Rivellino, Marinho Chagas, Paulo Cezar Caju e Cia, o Flamengo perdeu a Taça Guanabara para o rival Vasco em cobranças de pênaltis.

A decisão contra a equipe de São Januário acabou em 1 x 1, com Roberto Dinamite fazendo o gol vascaíno e o saudoso Geraldo (aquele que Zico dizia ser o melhor da sua geração) empatando para o rubro-negro. Nos pênaltis, ele e Zico perderam as cobranças.

O ano seguinte, 1977, começou com Claudio Coutinho (que seria treinador do Brasil na Copa 78) assumindo as rédeas de um grupo traumatizado com a perda do título de 76 nos pênaltis. E acabou com Flamengo e Vasco decidindo tudo do mesmo jeito.

Uma massa de 152.059 torcedores decorou o cimento armado do Maracanã estendendo suas almas sobre as arquibancadas. O jogo acabou empatado sem gols no tempo normal e também na prorrogação. Os craques Zico e Dinamite dariam os últimos chutes.

Gol pra cá, gol pra lá, e o placar nas cobranças de pênaltis ficou em 3 x 3 até que o jovem Tita, vindo do juvenil da Gávea e com o número 15 às costas, ajeitou a bola. O goleiro Mazarópi mostrou que experiência é patente e foi buscar a bola no canto direito.

E como nessas brincadeiras dos deuses do futebol, quando um craque percebe que o dia é do simplório, Tita assiste entristecido o meia Zandonaide converter para o Vasco. De nada adiantou Zico empatar em 4 x 4, pois Dinamite bombardeou Cantarelli.

O segundo fracasso seguido diante do Vasco fez o elenco do Flamengo reunir-se numa choparia, fato que gerou polêmica na mídia e no ânimo da torcida, que questionaram uma suposta comemoração de um vice-campeonato. Mas era apenas resgate moral.

O que aconteceu em 1978 foi, em verdade, o ato inicial da grande epopéia do grandioso time que o Flamengo viria se transformar com a chamada geração Zico. Nada mais didático e remediável, no aspecto psicológico, do que uma nova final com o Vasco.

A torcida flamenguista logo esqueceu a 16ª posição no Brasileirão daquele ano, vencido pelo surpreendente Guarani, cujo artilheiro era um garoto chamado Careca. Entre setembro e dezembro, as atenções estavam voltadas para o campeonato carioca.

O time chegou à final da Taça Guanabara, o primeiro turno, com pontos de folga. Ganhou o troféu mesmo perdendo de 2 x 0 para o Fluminense, pois o Botafogo empatou em 2 x 2 com o Vasco e saiu da disputa. O segundo turno começou animado.

Aquela derrota na final do turno anterior foi devolvida em dobro, 4 x 0, com dois gols de Zico e dois de Claudio Adão. Mas o Vasco de Roberto Dinamite era quase uma máquina e chegou ao fim do turno com vantagem de um ponto sobre o Flamengo.

De novo, paira o fantasma do trauma dos dois anos anteriores. Rubro-negros e cruzmaltinos decidem o título estadual. Um empate leva a taça para São Januário. O jogo parou o Rio de Janeiro desde a sexta-feira, dois dias antes do 3 de dezembro.

Torcedores da Raça Rubro-Negra dormiram dois dias escondidos no Maracanã, colocando rolos de papel nas marquises para saldar a entrada do time em campo. No segundo tempo, um deles seria vencido pelo sono e acordaria em total histeria.

Muitos flamenguistas que testemunharam aquela final preferem 1978 a 1981 como o ano que mais marcou suas vidas. Zico, protagonista de tudo, é um deles. Até hoje diz arrepiar-se mais na lembrança daquele dia do que na final contra o Liverpool no Japão.

Aos 86 minutos, o jogo estava 0 x 0 e a torcida do Vasco já cantava o bicampeonato. Assustado com a proximidade de Zico, o lateral Marco Antonio atira a bola para escanteio. Alguém acorda o torcedor que dormiu no estádio. Silêncio absoluto.

O eterno craque da camisa 10 rubro-negra lança na área do goleiro Leão. Uma parede de seis vascaínos se ergue sobre três flamenguistas. No seu campo defensivo, o zagueiro Rondinelli calculava se arriscaria abandonar a marcação sobre Roberto Dinamite.

Zico dá passos para trás e vai de encontro à bola. Rondinelli aposta na inexistência de um contra-ataque e corre para a área do Vasco. São oito passos firmes, o olhar em Zico e na zaga inimiga. O nono passo é um salto, entre os zagueiros Orlando e Abel.

A bola estufa a rede de Leão como se fosse um chute à queima-roupa. O Maracanã explode em vermelho e negro, Rondinelli dispara em direção à torcida, pisa nos papéis que caíram em cascata das marquises. Aquele título consolidou o timaço de 1981.

Zico marcou 826 gols em sua carreira, fez gols maravilhosos de todos os jeitos. É o único gênio entre os gênios do futebol que tem na ponta da língua a resposta quando lhe perguntam qual o gol mais importante da sua vida. Um gol alheio, o de Rondinelli.


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DNOCS com rombo de R$ 192 milhões


Deu na coluna Painel, da Folha de S. Paulo:

Açude de intrigas

Palco de novo embate entre PSB e PMDB e mergulhado em denúncias de superfaturamento de obras, o Dnocs (Departamento Nacional de Obras contra as Secas) tem sua gestão colocada à prova por relatório recém-concluído pela CGU. Auditores constataram um rombo estimado em R$ 192 milhões, além de indícios de sobrepreço e direcionamento de licitações.

O texto qualifica a atual direção da autarquia federal como "deficiente" e "com pouca efetividade na adoção de providências". O Dnocs é presidido por Elias Fernandes Neto, ex-deputado indicado pelo líder peemedebista na Câmara, Henrique Alves (RN). (FSP)



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Hugo Chávez com metástase



O
presidente da Venezuela tem no máximo 10 meses de vida se não entrar imediatamente em tratamento intensivo, concluíram os médicos que cuidam do seu câncer.

Exames realizados em 30 de dezembro do ano passado revelaram que sua saúde está em avançado processo de deterioração e um quadro de metástase espalhou-se pelos ossos e pela espinha dorsal.

Reportagem hoje do portal Globovision, de Caracas, destaca que desde o último dia 12 Hugo Chávez está sob o efeito de altas doses de calmantes e estimulantes. Sem um tratamento mais radical, sua sobrevida é de 9 ou 12 meses, dizem os médicos.


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Diplomado e idolatrado no gol



A
ntes de a Seleção Brasileira viajar para a Alemanha, para jogar a Copa de 2006, todo o elenco fez a tradicional visita ao Palácio do Planalto, coisa já repetida desde o boa-praça JK e o general Médici. O então presidente Lula recebeu a famosa camisa amarela.

Autografada pelos jogadores, foi entregue pelo lateral Roberto Carlos, que além de fazer média com o governante, ainda lançou na imprensa piadas com o rei Pelé, mandando que este “ficasse quietinho” e parasse de criticar o estilo de jogo do técnico Parreira.

A participação de RC na Copa ficou restrita a uma papagaiada que mandou o Brasil mais cedo para casa. O lateral na posição que Napoleão perdeu a guerra, arrumando o meião, e um ágil lanceiro francês chegando por trás para vencer o goleiro Dida.

Thierry Henry só precisou ter boa visão de jogo e um incrível sentimento do tempo da bola para completar, com um toque fatal, na chapa do pé direito, o lançamento do gênio Zidane. Até hoje eu fico imaginando se Pelé soltou alguma risada naquele lance.

O gol de Henry teve a força de um soco na moral dos brasileiros, posto que horas antes da partida ele mesmo havia feito uma ironia com a nossa triste realidade, num comentário ferino e verdadeiro, em que pese a ausência de motivos no campo da bola.

Disse que era muito difícil enfrentar jogadores brasileiros, pois estes passaram a infância e juventude apenas jogando futebol, longe das escolas, enquanto os franceses se dividiram entre o esporte e o conhecimento. A “pachecada” odiou o ataque sociológico.

Thierry Henry é um dos grandes exemplos de superação pessoal no mundo esportivo. Nasceu num gueto de Paris, em Les Ulis, filho de migrantes das Antilhas Francesas. Num ambiente de pobreza, aprendeu a sobreviver jogando bola e estudando.

Foi um xará, Thierry Pret, olheiro do subúrbio de Viry-Chatillon, ao sul de Paris, quem percebeu o potencial do menino e o colocou no time sub-15. Tendo que encarar, aos 13 anos, zagueiros mais velhos e a separação dos pais, Henry fez 77 gols em 26 jogos.

Quando fez 15 anos, sua velocidade e uma visível inteligência na postura em campo atraíram a atenção do técnico do time do Mônaco, Arsene Wenger, uma espécie de intelectual da bola, apesar de ter sido um modesto jogador de futebol na juventude.

A vida e a carreira do jovem artilheiro começariam a mudar a partir de Wenger, que apostou no seu potencial, muitas vezes de maneira insistente, mesmo quando o desempenho de Henry ficava abaixo das expectativas. Era achar o ponto de encaixe.

O primeiro contrato, como aprendiz de goleador, foi assinado com 16 anos, em 1994. Jogou no time principal em oito ocasiões, deixando três gols nas redes adversárias. Wenger insistia que tinha uma arma letal por armar e o levou para seleção sub-18.

Não demorou e aquele jovem negro com traços faciais caucasianos chamou a atenção de um grande clube, o Real Madrid. Após uma negociação atrapalhada, a FIFA interferiu ao perceber que o jogador ficou com contrato duplicado, na França e na Espanha.

O ano de 1997 foi decisivo para abrir os caminhos de Henry, tendo feito um bom campeonato no Mônaco e finalizando sete vezes na Liga dos Campeões. Nesta altura, clubes poderosos o assediavam: Barcelona, Manchester United, Real Madrid e Arsenal.

Seu olhar, no entanto, fitava a Copa do Mundo 98, a realizar-se em casa. Arsene Wenger estava longe, no Japão, e um colega seu, com cidadania argentina, David Trezeguet, dividia com ele as preferências de ataque na seleção do maestro Zidane.

O técnico Aimé Jacquet colocou o garoto de 20 anos em campo e ele marcou na estréia contra a África do Sul, aos 90 minutos, e fez mais dois na segunda partida, diante da Arábia Saudita. O teste de nervos foi na conversão do pênalti contra a Itália, nas quartas-de-final.

Depois da Copa, o jovem Henry campeão do mundo foi encontrar-se com seu mentor, Wenger, em Londres, onde havia assumido o Arsenal. Ali ele consagrou sua história, maior artilheiro de todos os tempos do clube e seu maior ídolo nos últimos 50 anos.

Idolatrado na Inglaterra e na França, ele conquistou incríveis feitos, além dos muitos títulos de campeão que acumula como poucos craques. Superou o mito Michel Platini como maior artilheiro da seleção francesa e ganhou estátua no Emirates Stadium.

A fanática torcida dos “Gunners” tem nele seu mais mortífero canhão em todos os tempos. Foi de uma louvação religiosa a recepção quando Henry retornou ao time, após o período no Barcelona e à aposentadoria no New York Red Bulls. Fez um gol mágico.

Ele já era uma lenda aqui, mas acrescentou um pouco mais à história”, disse Arsene Wenger, com a mesma sensação de quem acreditou no moleque fazedor de gols no Mônaco. “A estátua se fez carne”, fulminou um jornalista em seu blog.


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O autor do viral



Poderia ter sido idéia de um jovem publicitário da geração internética, mas não foi.

O criador do comercial do condomínio Saint Germain Boulevard, em João Pessoa, que provocou todo o alvoroço virtual com a adolescente Luíza Rabello, é o experiente Alberto Acerla, da agência Oficina.

Redator e compositor, Acerla foi um dos baluartes na feitura do jornal “O Furo”, em 1979 (quando ainda era um garoto que amava os Beatles e os Rolling Stones), e que foi perseguido pela censura na Paraíba.


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Luiza no Planalto



A adolescente paraibana Luiza Rabello que virou hit na Internet invadiu até o gabinete da presidente Dilma Rousseff.

No começo da semana, ao indagar da ministra Gleisi Hoffmann se todos os ministros e secretários tinham sido avisados das reuniões setoriais para o governo planejar 2012, ouviu da chefe da Casa Civil: “Menos Luíza, que está no Canadá”.


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As aulas de um velho verão


Ela subia a estreita ladeira, a saia escolar rodando em torno das pernas adolescentes. Pela fresta da pequena janela eu acompanhava seu balé involuntário movido a hormônios que ela sequer tinha conhecimento.

Em cima de um móvel onde minha mãe guardava latas de tampas azuis para conservar o pão do nosso último lanche noturno, o rádio ABC Canarinho do meu pai tocava Terry Winter no dial da Rádio Rural, única resistência musical aos padrões popularescos das demais.


Quando a menina da casa do fim da rua sumia na esquina, em direção ao ponto dos ônibus das empresas Guanabara e Unidos, eu saía em seu rastro; o borrão Pirajá no bolso da calça boca de sino, uma caneta Bic numa mão e na outra o coração desembestado.


Bem ensaiado nas sessões de filmes policiais do pequenino cinema do bairro das Quintas, disfarçava atrás de um poste de luz até que ela subisse primeiro na condução que a levaria ao ginásio Padre Miguelinho.


Só depois que eu a via passando pela catraca do cobrador, é que eu subia, o ônibus já em partida, e ficava um tempo em pé, contemplando seu longo cabelo que escorria por sobre a blusa branca colegial. Seus olhos acompanhando a panorâmica em movimento da janela.


Incrível como aos 14 anos o ato de assediar uma fêmea necessita de uma aventura com elementos de drama e doses inocentes de medo. Eu fazia o percurso todo dia sonhando com seu olhar, mas fitando apenas sua nuca, além de costas e bunda, quando levantava para descer do ônibus.


Com a mão direita no ferro de apoio do teto do coletivo, como dependurado no abismo das minhas sensações de desejo, eu fitava outra vez a garota dos meus sonhos atravessando a rua em direção à escola. A fachada do cemitério do Alecrim em fundo infinito.


E o carro seguia viagem, descendo a ladeira da igreja São Pedro e me levando ao colégio Winston Churchill. Entrava na sala de aula com o borrão e a caneta na mão, assobiando "Summer Holiday" com um ar de quem acabara de achar a felicidade no meio da rua.


Quantas vezes eu voltei para casa fazendo primeiro um percurso a pé do Churchill ao Miguelinho, só para ter o prazer de provocar a saborosa coincidência de pegar outra vez o mesmo ônibus e repetir dentro dele o mesmo ritual de paixão.


Bem depois, quando ficamos íntimos, revelei com o rosto vermelho tais aventuras de contemplação. Ela ria e dizia "você não existe". Quando os anos passaram e cada um foi para o seu lado, vez por outra nos localizávamos e ríamos muito.


Quando o tempo impôs a distância, trocávamos mensagens, telefonemas rápidos de aniversários, encontros ligeiros de admiração e carinho mútuos. Seu riso permanecia igual quando subia minha ladeira e diante daquelas lembranças, repetia "você não existe".


Há muitos anos não lhe tenho notícias, nem sei o que foi feito do cantor Terry Winter. No meio da tarde de ontem, uma rádio tocou no meu carro aquela canção "Summer Holiday", que me trouxe de volta velhas sensações. Outra vez um verão.


Dei meia-volta na pista e fiz o percurso do Winston Churchill até o Padre Miguelinho, as duas escolas deterioradas pelo descaso político-administrativo, e fui até à rua da nossa adolescência. Parei atrapalhando o tráfego e imaginei-a subindo a ladeirinha, a saia plissada esvoaçando, aquele riso angelical me engolindo.


A música parou. O tempo parou. Por um momento eu pensei que eu não mais existia. Só aquela ladeira e seus vultos de ontem cantarolando Terry Winter: “
By the river side / By a shady tree / You just laughed and cried / Loving me”.


Veja o video:

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Guerra contra a censura virtual



O portal Megaupload e todos os sites da sua rede, bem visitados graças à sua tecnologia de compartilhamento de arquivos, foram fechados nesta quinta-feira depois que o FBI abriu uma ação na Virginia, EUA.  

O famoso birô de investigação declarou que a ação visa combater “uma organização criminosa internacional acusada de pirataria em massa de muitas obras sujeitas a direitos autorais”, via as facilidades do Megaupload e outros sites cujos nomes não foram divulgados. 

Este tipo de fraude provocaria um prejuízo de US$ 500 milhões (€ 388.200.000) para as empresas que vivem dos direitos autorais, disseram os agentes do FBI.  

De acordo com o Megaupload, os sites que dependem dele tiveram 50 mil visitantes por dia, com 150 milhões de usuários registrados e já iria atingir 4% do tráfego da Internet mundial. 

A acusação da justiça americana caiu sobre o fundador do Megaupload, Kim Schmitz, de 37 anos, que mora em Hong Kong e na Nova Zelândia, onde já foi preso pela polícia local com mais três outras pessoas. 

Os presos com Kim são os alemães Finn Batato, diretor de marketing, Sven Echternach, gerente de desenvolvimento, e o holandês Bram van der Kolk, que é programador de informática.  

O FBI também alegou ter realizado mais de 20 mandados de busca nos EUA e em oito países, onde apreendeu cerca de US$ 50 milhões em ativos e boletos de servidores que se refere ao Megaupload nos EUA, na Holanda e no Canadá. 

Além disso, um tribunal da Virgínia determinou a apreensão de dezoito (18) domínios de Internet que estão associados à suposta “conspiração Mega”. 

Diante do freio dado nesta quinta-feira na votação das leis SOPA e PIPA, resta explicar em que condições legais um tribunal federal americano conseguiu fechar um site legalmente baseado em Hong Kong e com ramificações em vários países. 

As pressões contra as leis de combate à pirataria virtual, que carregam em suas letras um forte componente de violação à liberdade de expressão e pensamento, prosseguem nas redes sociais em todo o mundo. Enquanto escrevia esse texto, hackers nos EUA tiraram do ar o site do governo dos EUA.


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Mentir por vaidade também é feio



O empresário de eventos e DJ Bruno Giovanni conseguiu em pouco mais de um ano conquistar leitores e anunciantes para o seu “Blog do BG”, um dos mais bem planejados graficamente de Natal. Conheço Bruno há zil anos, desde quando ele iniciava sua carreira na área do entretenimento, tenho boa amizade com ele e seu pai, Assis Oliveira.

Na manhã desta quinta-feira, 19, Brunão (como eu e outros amigos às vezes o chamamos) informou aos seus leitores e seguidores do Twitter que seu blog havia alcançado a marca de 1 milhão de acessos em um ano no ar. O número, que para muitos portais e blogues nacionais não representa muito (há quem tenha 1 milhão de acessos num dia) merece ser festejado por ele e parabenizado por todos.

Ocorre que no meio da manhã, empolgado (como deveria ser) com a descoberta, Bruno iniciou mais uma promoção de sorteios no blog, como já fez algumas vezes, sorteando brindes e hospedagens num hotel. Para quem quisesse participar, ele pediu que usasse a hashtag (espécie de palavra-código usada diariamente no Twitter com a aplicação do sinal “jogo da velha” antecedendo a palavra) #BG1Milhao.

De imediato, seus leitores e seguidores passaram a digitar a tag e colocar mensagens com o desejo de ganhar o sorteio. Até aí, tudo muito bem. Poucos minutos depois, o próprio Bruno, a quem sigo faz tempo e é um dos poucos twiteiros natalenses entre os 272 perfis que acompanho diariamente, divulgou que a tag #BG1Milhao estava na liderança do trending topic Brasil, os temas mais comentados daquele momento.

Eu só sou jornalista porque sou curioso. Cliquei na tag e vi que sua timeline estava recheada de mensagens que não remetiam ao blog ou à promoção de Bruno. E havia um excessivo número de perfis oriundos de todas as partes do Brasil, gente retuitando freneticamente a tal #BG1Milhao, mas se referindo a um site que permite truques virtuais para acumular seguidores em poucas horas (A imagem que ilustra este comentário é só amostra do fato).

Não sou afeito a evitar comentar coisas que, por desventura ou coincidência, desagradem inimigos ou amigos. Eu apenas falo e repito o que tenho vontade de fazer, assim como publico há 25 anos notícias e opinião na minha coluna de jornal e também (há 13 anos) na Internet. Por isso, postei a informação de que a tag #BG1Milhao estava liderando o TT Brasil, evidentemente explicando o que li nos posts daqueles muitos que retuitavam a mesma.

Pronto. Foi o suficiente para provocar um surto de ira santa em Bruno e em alguns dos seus seguidores, que passaram a ver na minha mensagem uma avalanche de “inveja”. Aliás, acusar de inveja virou moda em Natal quando se quer desviar-se de críticas. Até políticos processados em juízo se utilizam do expediente, como se promotores, juízes e delegados quisessem estar em seus lugares.

Jamais poderia ter inveja de Bruno Giovanni, porque mesmo respeitando seu estilo de vida, nada do que ele gosta me apraz. O estilo musical, as preferências futebolísticas, o gosto pela noite, os assuntos tratados em seu blog e a forma de se expressar e escrever, tudo habita o meu oposto. E ainda tem (percebi durante o episódio) uma besta vaidade de não saber reconhecer uma gafe, um equívoco, um erro, como este de pegar carona na hashtag alheia.

Sua promoção de sorteios, como tantas realizadas em outros blogues e sites potiguares, sempre é um sucesso, independente de precisar aparecer no ranking efêmero e breve do tal trending topic. Mas tentar escamotear a verdade, falsificar um fenômeno tão besta, é mais feio do que atropelar o idioma diversas vezes ao dia.

A quantidade de potiguares que participou da sua promoção já foi motivo de êxito, não precisava de uma mentira para comprovar isso.
 
O dia inteiro, a tag #BG1Milhao permaneceu sendo postada no Twitter e até obteve adesões no estrangeiro, como na Argentina e Uruguai, cujos twiteiros também adotaram os truques do site http://www.addseguidores.com.br.

Nas aulas de jornalismo, todo mundo aprende que é imprescindível preservar sempre a verdade na elaboração de reportagens, análises e opinião. É uma pena que nesses tempos de Internet, a mentira tenha virado um produto que alguns podem manusear como quem vira um velho disco na pick-up. Rodar a mentira de um lado e do outro não fará dela uma verdade.


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El Pin de Plata



Tiro de esquina que favorece a seleção nacional... Zagallo quer que o jogo termine... Atirada a pelota, centrou... Gol, gol, gol, gol, gol, gol, gol, gol, gol... Empata a Guatemala, Juan Carlos espetacular... Se fez o milagre, senhoras e senhores”.

A narração acima, cuja sonoridade é carregada de uma das mais frenéticas emoções expressadas por um locutor de futebol, tem no pequeno país da América Central a força cívica de um reverenciado símbolo nacional. É objeto de culto dos guatemaltecos.

Num artigo que publiquei no portal Terceiro Tempo, do jornalista Milton Neves, afirmei que “as nossas impressões sobre o futebol são as do nosso tempo e do nosso espaço”, mostrando de como a experiência pessoal interpreta fatos e mitos.

Escrevi também que quando formamos uma opinião, “no mínimo construímos uma referência para estabelecer o início de um debate”. Porque aos nossos olhos, pesam mais o testemunho particular. Tanto faz Wembley ou a várzea na emoção boleira.

No futebol, a máxima do imperador romano Julio Cesar encontra sua melhor analogia: “é preferível ser o primeiro numa aldeia a ser o segundo em Roma”. Tal conceito talvez tenha sido vital na escolha do garoto Neymar em ficar no Santos e não na Europa.

Os olhos da minha aldeia foram testemunhas da genialidade de Alberí, filho de Pernambuco que fez de Natal a Roma do seu império de jogadas. Ademir da Guia e Dirceu Lopes não precisaram jogar no estrangeiro, mas foram reis no Brasil.

A mesma tese cabe como fato para comprovar o talento majestoso de um craque que brilhou diante do povo da pequena Guatemala, sem necessariamente ter que passar pelo crivo universal da mídia. Refiro-me a Juan Carlos Plata, o artilheiro maior do país.

A Guatemala, um dos berços da civilização Maia, tem em seu histórico atacante um dos grandes heróis da nação. As reações emocionais que “El Pin” (apelido do jogador) provocou no país não diferem daquelas provocadas por grandes gênios da bola.

Procurem ver quais datas são mais cultuadas no calendário guatemalteco e teremos o 15 de setembro, grande feriado do Dia da Independência, num patamar similar ao 5 de fevereiro, que lembra um feito de Juan Carlos Plata e da seleção nacional.

Aos olhos de quem está distante, noutra conjuntura ludopédica, pouco de espetacular pode haver numa partida terminada empatada entre duas seleções. Mas, vá dizer isto a um país pobre, sem tradição esportiva, e que enfrenta as feras e artistas do Brasil.

Foi em 5 de fevereiro de 1998, no estádio Orange Bowl, de Miami, nos EUA, durante a Copa Ouro. Desde então, em todo fevereiro, a torcida da Guatemala cultua a narração ensandecida e apaixonada do saudoso locutor Marco Antonio Monzón Aguirre.

Falecido em outubro de 2007, foi o mais eloqüente e amado narrador de futebol do país, uma espécie de Osmar Santos ou Galvão Bueno, que sabia incutir no inconsciente coletivo da massa doses de patriotismo misturadas aos gols de Juan Carlos Plata.

As narrações de Monzón ganharam vídeos e até teses acadêmicas, quase na mesma escala do fanatismo que a nação expressa pela figura do seu artilheiro. Os mais de 400 gols de “El Pin” estão em vídeos, livros, revistas e programas especiais de TV.

Os guatemaltecos não cansam de assistir ao filme sobre o ídolo, dirigido pelo cineasta Juan Jose Marroquin e estrelado pelo ator Mariano Aguirre. A respeitabilidade do artilheiro se soma a de dois filhos ilustres do país, ganhadores do Prêmio Nobel.

Aliás, além de receber do seu povo uma admiração até maior do que a depositada na indígena Rigoberta Menchú, Nobel da Paz em 1992, Juan Carlos poderia constar na grande obra do escritor Miguel Angel Astúrias (Nobel de 1967), “Lendas da Guatemala”.

Em 8 de janeiro de 2010 a Guatemala toda parou para assistir ao jogo de despedida do seu talentoso jogador, que fez história no time CSD Municipal e na seleção. O fervor nas arquibancadas foi na mesma temperatura em que o futebol aquece o mundo.

Juan Carlos Plata foi um entre tantos modelos modernos de Julio Cesar: reinou nos gramados da sua aldeia com a mesma desenvoltura e categoria dos craques que desfilaram em Roma, Londres, Rio de Janeiro, Buenos Aires, Montevidéu ou Madrid.

São as emoções singulares que enriquecem a história plural do futebol. Este esporte que para o escritor e jornalista britânico, John Carlin, "é o fenômeno de massa mais emotivo e mais colossal da história humana, e que faz sombra a qualquer outra religião".



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Um herói da TV nacional



E
ra noite de uma quarta-feira comum, 3 de janeiro de 1962. O Brasil ainda na ressaca da renúncia do presidente Jânio Quadros no ano anterior e tentando navegar sem turbulências no novo governo de João Goulart, um fazendeiro com tendências operárias.

A grande notícia do dia, aqui e no mundo, foi a decisão do Vaticano, via o papa João XXIII, de excomungar o novo chefe de Estado de Cuba, Fidel Castro, que instalara uma ditadura comunista na pequena ilha caribenha, sob a cartilha do marxismo-leninismo.

Naquele mesmo ano, em outubro, João XXIII instalaria o Concílio Vaticano II, iniciado por Pio IX noventa anos antes para afirmar a infalibilidade papal. A segunda versão tinha claras intenções de renovar o catolicismo pela via do espiritualismo.

O RN dava os primeiros passos no rumo do desenvolvimento com o governo inovador de Aluizio Alves; e os jornais de Natal aguardavam a indicação do novo administrador apostólico da capital, nomeado três dias depois na figura de Dom Eugênio Sales.

A televisão brasileira ainda sob a influência do teleteatro buscava ousadias para encontrar sua própria linguagem. Os seriados enlatados americanos dominavam a audiência, como o faroeste Roy Rogers e a novela Peyton Place, com Ryan O’Neal.

Naquele ano de 62, a TV Tupi no Rio de Janeiro fez os primeiros experimentos com adaptações de romances clássicos, ainda sem periodicidade de veiculação, mas com um novo padrão técnico. E foram produzidos 42 capítulos de “Gabriela, Cravo e Canela”.

Leitor contumaz de histórias em quadrinhos e fã do seriado do “Cavaleiro Solitário” (que nas revistas da Ebal ganhou o nome de Zorro, igual ao legítimo da capa e espada), o cineasta Ary Fernandes sonhava com uma série brasileira desde 1959.

Um dos pioneiros na produção de comerciais televisivos, com excelente noção de enquadramentos e edição, Fernandes idealizou um herói genuinamente nacional, com aventuras nos moldes das produções que eram importadas pela TV brasileira.

A estréia do Vigilante Rodoviário, um policial a bordo de uma moto Harley Davidson ou um Simca Chambord combatendo criminosos em São Paulo, era uma revolução se comparada às filmagens de peças teatrais inauguradas dez anos antes, em 1952.

Ary Fernandes trabalhou praticamente quatro anos na feitura e produção da série, começando a filmar em 1961 os primeiros 23 episódios do total de 38 que foram ao ar pela TV Tupi. Era a produção nacional entrando na fase da película de cinema.

O episódio piloto foi “O Diamante Grão Mongol”, sobre o roubo de valiosa jóia por uma quadrilha internacional que entra no Brasil a bordo de um navio. O começo, com rotativas cuspindo jornais, é uma clara demonstração da influência de Hollywood.

No episódio “O Sósia”, o ator Carlos Miranda fez dois papéis: o próprio vigilante Carlos se passando por um gângster (sua cópia fiel) que transportaria dólares falsificados  para contrabandistas internacionais. O herói coopera com a Interpol.

Nesta aventura, a jovem atriz Rosa Maria Murtinho aparece como um contato da quadrilha. O começo do episódio é rico em tomadas panorâmicas do Rio de Janeiro, acompanhadas de uma trilha sonora com samba e o então novo ritmo, a Bossa Nova.

O inspetor Carlos, agente da Polícia Rodoviária de São Paulo, foi uma concessão de Ary Fernandes para contar com os patrocínios oficiais e privados no grande estado do Sudeste. Tinha sempre a companhia do pastor alemão Lobo, nosso Rin Tin Tin.

Diversos artistas, já renomados ou que fariam sucesso posteriormente, participariam dos episódios do seriado, como o humorista Ary Toledo, os atores Stênio Garcia, Geraldo Del Rey, Etty Fraser e Ari Fontoura, e os compositores Juca Chaves e Tony Campello.

No episódio “O Rapto do Juca”, com o polêmico dono do nariz mais famoso do Brasil, alguns bandidos decidem sequestrar o cantor para deter a boa audiência do seu programa de TV. Carlos e sua troupe resolve a parada e Juca Chaves dá seu show.


A sonoplastia da série Vigilante Rodoviário era de responsabilidade da histórica Companhia Cinematográfica Vera Cruz. A música-tema era de autoria do próprio Ary Fernandes, que também produziu em 1967 o seriado “Águias de Fogo”.

Ary faleceu em 29 de agosto de 2010 e o ator Carlos Miranda, após se aposentar da Polícia em 1998, mantém ainda uma agenda voltada para o sucesso conquistado no passado. Em seu site http://www.vigilantecarlosmiranda.com.br
interage com os leitores.



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A gata do zoo



Sua irmã, Hannah Dakota, ficou famosa primeiro, depois de estrelar nos filmes da saga "Crepúsculo" e em "Guerra dos Mundos".

Aos 14 anos, Elle Fanning vai conquistando seu espaço próprio no cinema, contracenando com Matt Damon e Scarlett Johansson na comédia “Compramos um Zoológico”.

Esta semana, a menina levantou a platéia do talk show de
Ellen DeGeneres e já ganhou fã-clube no Brasil, com direito ao site http://www.ellefanningbr.com.


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Diários em baixa em Natal




S
ão aterradores os últimos números levantados em novembro do ano passado pelo IVC – Instituto Verificador de Circulação, relativos a dois diários natalenses.

Raros são os dias em que a venda de jornais supera a casa dos 2 mil exemplares.
 

Vale salientar que os dados de vendas coletados pelo IVC, sob juramento dos editores, referem-se à soma da venda em bancas com os exemplares de assinantes.

Há dias em que os dois diários não conseguem atingir duas centenas de vendas nas “cigarreiras” (termo usado em Natal para as bancas de revistas).

O septuagenário Tribuna do Norte segue na liderança com uma média de 5 mil exemplares/dia.



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Mitt Romney avança



O ex-embaixador dos EUA na China e ex-governador de Utah, Jon Huntsman (D), que brigava pela indicação do Partido Republicano para disputar a Casa Branca contra Barack Obama, anunciou na CNN que se retira da corrida em favor de Mitt Romney (E), que abriu mais vantagem sobre os demais, agora na Carolina do Sul.


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O Globo de Ouro 2012



O
s vencedores da 69ª edição do Globo de Ouro, transmitida ontem para 199 países diretamente de Los Angeles com os votos da imprensa internacional que cobre as atividades do cinema e da TV.
 

CINEMA 

Melhor filme drama: Os Descendentes
Melhor filme comédia ou musical: O Artista
Melhor ator de filme drama: George Clooney em Os Descendentes
Melhor atriz de filme drama: Meryl Streep em A Dama de Ferro
Melhor ator em filme comédia ou musical: Jean DuJardin, em O Artista
Melhor atriz em filme comédia ou musical: Michelle Williams, em Minha Semana com Marilyn
Melhor atriz coadjuvante em filme: Octavia Spencer, em Histórias Cruzadas
Melhor ator coadjuvante em filme: Christopher Plummer, em Toda Forma de Amor
Melhor diretor de filme: Martin Scorsese, em Hugo
Melhor roteiro de filme: Woody Allen, em Meia-Noite em Paris
Melhor filme estrangeiro: A Separação, do Irã
Melhor filme animado: As Aventuras de Tintin
Melhor trilha sonora: O Artista, com Ludovic Bource
Melhor canção original: Masterpiece, de Madonna, no filme W.E. 

TELEVISÃO 

Melhor série drama: Homeland
Melhor série comédia: Modern Family
Melhor minissérie ou filme pra TV: Downton Abbey (da Inglaterra)
Melhor ator em série drama: Kelsey Grammer, em Boss
Melhor atriz em série drama: Claire Danes, em Homeland
Melhor ator em série comédia: Matt LeBlanc, em Episodes
Melhor atriz em série comédia: Laura Dern, em Enlightened
Melhor ator em minissérie ou filme pra TV: Idris Elba, em Luther
Melhor atriz em minissérie ou filme pra TV: Kate Winslet, em Mildred Pierce
Atriz coadjuvante em série, minissérie ou filme pra TV: Jessica Lange, em American Horror Story
Ator coadjuvante em série, minissérie ou filme pra TV: Peter Dinkage, em Game or Thrones
Prêmio Especial Cecile B. Demille: Morgan Freeman.


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O fenômeno Ryan Gosling



O cara é o novo queridinho de Hollywood e já é tratado como um sex symbol pelas publicações especializadas. É figurinha carimbada nos sites de fofoca e nos blogues de adolescentes apaixonadas. Há quem diga que seja o sucessor de Brad Pitt e Tom Cruise.

O canadense Ryan Gosling está na crista das pautas sobre cinema nos EUA com as duas indicações que recebeu no Globo de Ouro, cuja festa de entrega das estatuetas acontecerá neste domingo, 15, com transmissões ao vivo para o mundo todo.

Filho de uma secretária e um operário, ambos praticantes da religião mórmon, ele nasceu na cidade de Ontário, onde estudou graças ao sacrifício da mãe, que após o divórcio abandonou o emprego para poder monitorar o ensino e formação dos filhos.

Na escola, Ryan não se concentrava nas aulas e se angustiava com as brincadeiras pesadas dos colegas, ao ponto de certa vez atacar um deles com uma faca de cozinha. Na diretoria, disse que seu ato era fruto do filme “Rambo”, que acabara de assistir.

Uma timidez medonha só era quebrada nas sessões de canto numa igreja, ao lado da irmã e de um tio, e nas aulas de ballet que tomava. Com 12 anos, fez um teste para um programa de TV da Disney, o Mickey Mouse Club, com 17 mil candidatos.

Aprovado, ganhou contrato de dois anos e mudou-se com a mãe e irmãos para Orlando. A moradia não era tão cômoda quanto a de duas outras crianças que atuariam ao seu lado no programa: uma loirinha chamada Britney Spears e um tal Justin Timberlake.

Outra menina que pertencia ao grupo do Clube do Mickey era uma espevitada chamada Christina Aguilera. E como Ryan Gosling não sabia cantar nem dançar direito, o protagonismo televisivo na Disney ficou centrado nos seus três amigos.

Mas o programa foi cancelado em 1995, quando ele completou 15 anos. A família toda voltou para o Canadá e o garoto ficou zanzando por alguns seriados de TV, até que aos 17 anos abandonou o lar e a escola e picou a mula para a Nova Zelândia.

Ações aqui, pontas ali, estreou no cinema em 1997 com “O Sonho não Acabou”, atuando nos dois anos seguintes em dois filmes para TV. No ano 2000, contracenou com ninguém menos que Denzel Washington em “Duelo de Titãs”, no papel de aluno.

Atraiu a atenção da mídia quando interpretou um estudante rebelde dentro uma escola judaica, no filme “Tolerância Zero”, cujo personagem é um quase delinqüente anti-judeu. O filme ganhou o Grande Prêmio do Júri no Festival de Sundance, em 2011.

Mas foi com “Diário de Uma Paixão”, de 2004, que seu nome ganhou respeitabilidade, ao contracenar com Rachel McAdams e levando o filme a faturar mais de US$ 100 milhões. O par romântico da obra acabou levando o amor para a vida real.

Com “Half Nelson – Encurralados”, de 2006, e “A Garota Ideal”, de 2007, Ryan já era em definitivo um ator consolidado nas telas. O papel de um professor que tenta ajudar um aluno viciado em drogas rendeu-lhe uma indicação ao Oscar de melhor ator.

Em 2007, após estrelar em “A Passagem” e em “Um Crime de Mestre”, decidiu realizar um velho sonho dos tempos de coral na igreja de Ontário, fundando a banda pop “Dead Man’s Bones”, onde canta, toca piano, guitarra, baixo e violoncelo.

Sua carreira atingiu picos de sucesso em 2010 ao contracenar com Michelle Williams no drama “Namorados para Sempre”, e com Kirsten Dunst no suspense “Entre Segredos e Mentiras”. No ano passado, três produções contaram com sua participação.

Em “Amor a Toda Prova”, em que tenta transformar Steve Carell num conquistador, começou a receber o tratamento de sex symbol na mídia, por atuar seminu. Recebeu uma indicação ao Globo de Ouro de melhor ator de comédia e atraiu mais convites.

Como, por exemplo, o de George Clooney que pensou nele para o seu “Tudo Pelo Poder”. Nas festas do Globo e do Oscar, Ryan é aguardado com expectativa, como que para ser coroado pelo grande êxito do seu trabalho no ano passado, em três filmes.

Ele entrou na lista dos mais influentes da revista TIME e dos mais sexy da People. E ainda teve o invejável prazer de conquistar o coração da sensual morena Eva Mendes. Nada surpreendente para quem já pegou Sandra Bullock. Só falta pegar o Oscar.


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Barbie solidária



As inglesas Jane Bingham e Beckie Sypin tiveram uma idéia para prestar um apoio moral às meninas com câncer.

Criaram uma página no Facebook para pressionar a indústria de brinquedos Mattel a lançar uma boneca Barbie careca, no mesmo visual de quem perde os cabelos por causa do tratamento de quimio e radioterapia.

A página já conta com mais de 107 mil participantes. Clique no link:
http://www.facebook.com/#!/BeautifulandBaldBarbie


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Dois dedinhos de prosa



A
inda quando eu mal conseguia escalar três batentes da pequena casa na Travessa Padre Calazans, ali atrás da Igreja do Galo, nos idos do bicampeonato brasileiro com as pernas tortas de Garrincha, eu temia me deparar com uma cobra de duas cabeças.

A víbora anfisbena habitava meu imaginário infantil a partir das conversas sertanejas de uma prima que foi mais que uma mãe para mim. Chamava Maria José, trazida por mamãe lá de Santana do Matos para ajudá-la na criação dos três filhos pequenos.

Depois surgiram as histórias de lobisomem, narradas por minha mãe e meu pai e adaptadas às fantasias cinematográficas do meu irmão mais velho. A visão de um lobo mau que era na verdade um homem de quatro patas me aterrorizava.

Ouvia com a alma trêmula as narrativas a respeito de uma mula sem cabeça que perambulava nas madrugadas assustando gente. No pensamento, eu apagava a cabeça do cavalo que puxava a carroça do candidato Severino Galvão. E me encolhia.

Num tempo em que ninguém imaginaria a influência do Dia das Bruxas em escolas na cidade de Câmara Cascudo, a imagem do Saci Pererê só deixou de meter medo quando Ziraldo o incorporou na turminha da Mata do Fundão, em seu traço imortal.

Com mais alguns aninhos, vi nas figurinhas de álbuns épicos as imagens da Medusa, aquela mulher de olhos horríveis com serpentes substituindo os cabelos; o Minotauro, um monstro com corpo de lutador de “telecatch” e cabeça de touro zebu.

Nada mais estranho para a compreensão de um menino do que um homem grandão e desajeitado com três olhos na cara, o terceiro no meio da testa. Sem falar na dificuldade de entender o nome do bicho: ciclope. Ouvi falar também em mulher barbada.

Uma vez, o noticiário do Galo Informa, na Rádio Poti, provocou alvoroço nos ouvintes e muita conversa entre vizinhos da rua. A notícia de que num outro país havia nascido duas crianças pregadas uma na outra. Bem depois, no ginásio, entendi o termo xifópago.

Eu cheguei a pensar que mamãe e meu irmão praticavam crime quando emendavam uma cédula com Durex, depois que esta entrava rasgada na gaveta da máquina de costura, fruto da venda de alfenim. Mas, nota de duas cabeças não era aquilo.

Até meus nove, dez anos, as aberrações das fábulas, da mitologia, do cinema e dos quadrinhos significavam a ilustração de uma possível realidade. Tive amigos que até chegar à faculdade acreditaram que os ratos se transformavam em morcegos.

Das imagens híbridas que eu via, a única que jamais me assustou quando pequeno foi a do cavalo alado, o Pégaso, que abria duas longas asas e voava pelo infinito. Depois surgiu “Cometa”, o cavalo voador da Super-Moça que virava seu namorado Bill Starr.

Fui apresentado ao Centauro nos filmes de aventuras mitológicas que passavam no Cinema São José, eu já com onze anos e incluído na massa de 90 milhões em ação na Copa de 1970. Imagem do signo sagitário, tinha corpo de cavalo e tronco de homem.

Antes de ir morar nas Quintas, ainda em Santos Reis, ouvi conversas sobre a existência de vida noutros planetas. As mulheres de Marte tinham o cabelo vermelho e três peitos. As de Júpiter tinham quatro braços, como a menina que nasceu na Índia, em 2007.

Décadas antes do boato de que a modelo Daniella Cicarelli tinha seis dedos num pé, vi numa revista (talvez a Cruzeiro ou Realidade) a reportagem sobre uma mulher com seis em cada pé e mão. Ano passado, a polidactilia de uma chinesa entrou no Guiness.

Mas, meus amigos, nenhuma hibridez na face da Terra - quer seja real ou fictícia (exceto políticos de duas caras) - é mais incrível e instigante do que a de que duas moças inglesas, Hazel Jones, de 27 anos, e Lauren Williams, de 29. Elas têm em dobro o órgão mais representativo da mulher.

Pois é. A mídia toda destaca o fenômeno das duas vaginas das britânicas, fato tão pitoresco que até confunde ambas nas edições das fotos. Eu, particularmente, penso num trote desses tempos internéticos. Mas, em sendo verdade, dedico os dois dedos de prosa a elas, com o pensamento ligado na curiosidade sobre um tal Ponto GG.


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Quem é o deus da bola?



A
conquista por parte de Lionel Messi da sua terceira Bola de Ouro, de forma consecutiva e inédita, colocou definitivamente o craque argentino no mesmo nível dos monstros sagrados do futebol.

O debate internacional, neste momento, já é sobre se o garoto de Rosário é o melhor jogador de todos os tempos, superando lendas como Pelé, Di Stéfano, Cruijff, Maradona, Zidane, Beckenbauer, Garrincha e George Best.

Nenhum deles, quando tinham a idade de Messi, imaginavam a honraria de ser chamados “rei do futebol” pela imprensa mundial como ocorre agora com o camisa 10 do Barcelona. Pelé só ganhou a classificação definitiva aos 29 anos.

Diversos jornais europeus, da Espanha à Alemanha, da Catalunha a Portugal, da Itália à Inglaterra, instalaram em seus portais de Internet enquetes para a votação dos leitores sobre o fato. Com cinco nomes: Pelé, Di Stefano, Cruijff, Maradona e ele, Messi.

O diário Mundo Deportivo, um dos mais importantes do mundo e que está em circulação desde 1906, levou a votação também para as redes sociais, com páginas no Facebook, no Google + e no Twitter, este com a hashtag #elmejordelahistoria.

Sabemos que enquetes e pesquisas sobre o melhor disso ou daquilo em todos os tempos não representam fielmente a opinião do mundo, posto que apenas uma geração – aquela que está votando – impõe seus sentimentos acima dos que já morreram e dos que ainda virão.

Sem falar no fato de que as novas tecnologias com ferramentas de aferição estabelecem a supremacia do voto dos mais jovens, dos antenados com as coisas modernas. Tanto é que Maradona já suplantou Pelé numa eleição da FIFA feita pela rede de computadores.

O efeito da Internet numa votação qualquer tem hoje a força que teve a TV diante dos jornais e revistas. Nossos bisavós decerto achavam Arthur Friedenreich um jogador inigualável; meu avô e meu pai diziam que Pelé não amarrava a chuteira de Zizinho e Leônidas.

Um quarentão que quando menino viu Zico jogar, jamais dirá que algum outro superou o talento do gênio do Flamengo, respeitando – por força do registro histórico – o santo nome de Pelé. Mas não são poucos os brasileiros que acham Garrincha maior que o rei.

Nessas discussões, não adianta querer ganhar no grito uma opinião coletiva contra outra opinião coletiva. Assim como os brasileiros cultuam a imortalidade do gênio do Santos, os espanhóis teimam em colocar Di Stefano como o número um da História.

Tentem convencer um alemão de que alguém já jogou bola como Beckenbauer; perguntem a um historiador ou jornalista inglês se houve algum dia um boleiro como Bobby Charlton. Arrisquem o sacrilégio de desmerecer Maradona em Buenos Aires.

As nossas impressões são as do nosso tempo e do nosso espaço. Nada pode ser e jamais será unânime; no mínimo construímos uma referência para estabelecer o início do debate. No futebol, essa referência sempre será Pelé, ungido pela História e pela FIFA.

Mas nada impedirá que as opiniões provoquem celeumas nas ruas do mundo. A experiência da proximidade e da emoção pessoal é preponderante para cada um imaginar infalível uma compreensão de algo. É a síndrome do umbigo do mundo.

Não concordo, mas nunca irei condenar quem acha que Alberi foi melhor do que Zico, Maradona e Zidane juntos. Até porque minhas sensações particulares legitimaram uma opinião de Marinho Chagas jogava num pé só bem mais do que Junior e Roberto Carlos.

Portanto, não é coisa de outro mundo – mas de outro tempo, o agora – as enquetes internéticas que estão fazendo os europeus (também japoneses, chineses e até brasileiros) decretarem que Messi faz parte do panteão dos deuses sagrados. 

Das legendas futebolísticas assim consideradas, apenas Pelé, Maradona, Garrincha, Beckenbauer e Zidane conquistaram copas, coisa que muitos começam a entender insuficiente (apenas seis jogos) para definir uma carreira inteira de um craque.

Esta semana, encontrei um velho amigo do meu pai. Quando ele tinha a idade que eu tenho hoje, passava horas com um “Motoradio” no ombro ouvindo resenhas esportivas. Era leitor voraz da Revista dos Esportes. Falamos sobre futebol, a crise da seleção brasileira, Barcelona, Neymar...

No fim do papo, me deu aquele abraço de quem deseja encontrar no filho alheio a figura do amigo ausente, e sentenciou: “Alex, meu filho, eu sei que você adora e estuda o futebol. Pois vou lhe dizer. O que vale é a categoria e a arte, e o mundo só teve dois cabras assim: Garrincha e Jorginho do ABC”.


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Neymar mimado em Barcelona


Neymar, en el aeropuerto de Barcelona
craque do Santos está em Barcelona gravando para o seu patrocinador Nike e foi recebido no aeroporto do Prat pelo diretor de futebol do Barça, Raul Sanllehí, que lhe encheu de paparicos.

Ao lado do pai, permanente anjo da guarda, Neymar deixou claro que não procedem os boatos de que pode ir para o time da cidade catalã: “Daniel me fala muito bem do Barcelona, mas Marcelo também fala do Real”, disse o garoto, fazendo média diante de jornalistas e curiosos.


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Natal indiferente às urnas



N
a primeira pesquisa eleitoral do novo ano, realizada pelo Instituto Consult por encomenda do Sinduscon, o sindicato da construção civil, o povo natalense avisou que não está nem aí para candidatos e partidos. E se pesquisa é ciência, entonce...

Contra os números, diz a sabedoria anterior ao Twitter, não há argumentos. E os números da pesquisa, frios como defuntos ao relento aguardando exames no ITEP, informam que mais de 70% da população de Natal ignora a futura luta eleitoral.

Há zil anos, derna que comecei a rascunhar coluna de jornal, bato numa só tecla quando as ofertas de pesquisas ocupam as vitrines políticas dos anos eleitorais: eleitor não é besta de manifestar o voto cedo demais, só políticos e jornalistas têm pressa.

E se um dia o velho repórter Elio Gaspari cunhou a frase-conceito “quem gosta de miséria é intelectual, povo gosta de luxo” e anexou ao singelo repertório vernacular de Joãosinho Trinta, a versão cabe nas ruas: “povo gosta de votar, jornalista de especular”.

Os anos repetitivos no tema demonstraram que para a população o que vale mesmo é o dia da eleição e não os experimentos estatísticos, os laboratórios sociológicos e os balões de ensaio da imprensa inflados com o falso gás das pesquisas precoces.

Não estou dizendo – vejam bem – que as pesquisas estão erradas. Muito pelo contrário. Pesquisa não erra, é matemática na mais pura substância – em que pesem os truques textuais de semântica anexados pelos intérpretes. Quem erra são os jornalistas ansiosos.

Olhos e cérebro atentos no quesito espontâneo, é o que vivo alertando aos incautos. Porque é ali aonde mora o recado real das ruas. É lá que a população separa seus interesses e curiosidades, aonde Michel Teló e BBB valem mais do que cidadania.

Se as mocinhas (ou os rapazes) do instituto tivessem em mãos questionários mais abertos, com possibilidades de expressões e sentimentos dos entrevistados, você, leitor, iria ver o que é em verdade uma indiferença. Legendas ali só de PQP em diante.

Mas, vamos lá, antes que os ansiosos analistas e os twiteiros militantes comecem a distribuir leituras favoráveis a V ou C, vendendo a fajuta tese de que fulano ou sicrano “é franco favorito para vencer a eleição”. Os números apontaram um vácuo em Natal.

Na pergunta feita sem o estímulo dos nomes dos políticos diante dos olhos dos entrevistados, a Consult apurou que 75% da sociedade da capital não têm candidato a prefeito. São 64,9% indefinidos e mais 10,1% que desejam anular o voto em outubro.

Evidente que os índices de Carlos Eduardo Alves (PDT) e Wilma de Faria (PSB), respectivamente com 16,6% e 6,6%, mostram intenções de voto que se distinguem do resto. O motivo? ambos são referências para a alta rejeição do governo Micarla.

Abaixo deles, um trem carregado de japoneses e com as portas escancaradas para a subida a bordo de quem mais quiser. E é neste grande espaço que está o vácuo que não permite a Carlos ou Wilma se imaginar favoritos ou ungidos para voltar à Prefeitura.

Vá lá que entre meus 999 leitores haja alguns sensíveis à tese de que o questionário mais importante é o da pergunta estimulada – como acredita a maioria dos jornalistas e editores de política. Mesmo assim, insisto, os índices apontam a indiferença.

Carlos Eduardo tem 42,8%, Wilma tem 19,1%, Rogério Marinho (PSDB) tem 5,2% e Hermano Morais (PMDB) tem 3,3% (pra ficarmos nos quatro primeiros). Em que pese o estímulo do questionário, ainda são 12% que rejeitam todos e 9,1% indecisos.

Sugiro aos ansiosos por campanhas eleitorais mais parcimônia nas análises, pelo menos até que o ano avance um pouco mais. Ontem, entre o meio da tarde e o fim da noite, a pesquisa atraiu os jornalistas na Internet, mas o grosso da rede pendeu diferente.

Temas como Bola de Ouro da FIFA, gol de Neymar, Big Brother Brasil, Mulheres Ricas, Fernando Bezerra Coelho e o jogo do ABC na Copinha São Paulo foram mais comentados que a eleição futura em Natal. Até um cão estuprador teve mais acessos.

De concreto mesmo, no meio da massa (desculpem o involuntário trocadilho), só a rejeição aos governos Micarla e Rosalba Ciarlini, fatos bastante visíveis na realidade das ruas. Aliás, no índice de rejeição há mais ciência do que na aferição estimulada.


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O dono da bola


Las imágenes de la entrega del Balón de Oro
O mundo é uma bola dourada e Lionel Messi é o seu senhor.

Pela terceira vez consecutiva, num fato inédito na história da FIFA e da revista France Football, um jogador é eleito melhor do mundo no tradicional prêmio Bola de Ouro.

O gênio argentino do Barcelona domina o cenário ludopédico nos últimos anos colecionando feitos e marcas, jogando um futebol tão mágico que já o coloca no mesmo patamar dos cinco maiores craques da História conforme ranking da FIFA: Pelé, Cruijff, Beckenbauer, Di Stefano e Maradona.

Ao receber o troféu das mãos do ex-jogador Ronaldo, Messi ofereceu ao colega Xavi Hernandez, um dos maestros do Barcelona e que junto com ele e Iniesta compõe sinfonias nos gramados do mundo.


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King Kong das neves



Ele tinha apenas 11 anos quando viu o sonho de uma geração mágica do seu país virar pesadelo em solo alemão. Em 7 de julho de 1974, o holandês Ronald Koeman fez parte de uma onda mundial de decepção com a derrota da Holanda para os anfitriões.

Mas quis o destino que dos seus pés brotassem os motivos para glórias futuras dos maiores representantes da seleção que eternizou-se como a “Laranja Mecânica”, o técnico Rinus Michels e o maestro da orquestra de 74, Johan Cruijff.

Ronald tornou-se profissional seis anos depois da traumática final da Copa da Alemanha, permanecendo até 1983 no time do Groningem. Seu estilo de jogo, misto de muralha e aríete ao mesmo tempo, chamou a atenção do poderoso Ajax.

Toda a Holanda percebeu que estava diante de um jogador monstruoso, um zagueiro duro e eficiente que num átimo de segundo surgia no meio dos defensores inimigos distribuindo portentosos chutes e violentas cabeçadas. Fez 29 gols em três temporadas.

Os rivais do Ajax chegaram à conclusão que a melhor maneira de conter o zagueiro-artilheiro era contar com ele. E lá foi o PSV arrancá-lo do elenco adversário. Só não marcou mais gols no novo time do que o craque Gullit e um tal de Romário.

Em 1988 começa o destino a agir pelos pés de Ronald. Líder da segunda geração do “Carrossel” de Michels, vence a Alemanha na semifinal, em Hamburgo, devolvendo a virada de 1974 com um gol dele aos 74 minutos e outro de Van Basten aos 88.

Os holandeses eufóricos presentes ao Volksparkstadion vibraram e gargalharam quando no fim do jogo, o zagueiro passou na bunda a camisa do meio-campista Olaf Thon, diante da estupefata e silenciosa torcida alemã. Anos depois se disse arrependido.

A partida final da histórica Eurocopa 88 foi contra a Rússia que havia vencido a Holanda exatamente no primeiro jogo da seleção laranja. A vitória por 2 x 0 fez Koeman levantar a taça de campeão continental, fazendo justiça enfim a Rinus Michels.

Entre 1989 e 1995 Ronald viveria seu melhor momento da carreira no Barcelona, time treinado pelo mítico Cruijff, o ídolo maior dos holandeses. E novamente, o destino conspirou para que dos seus pés explodisse a alegria perdida no passado.

Durante três décadas, entre 1960 e 1990, o Barcelona amargou a condição de coadjuvante diante do seu maior rival, o Real Madrid, e seus torcedores alimentavam um velho e ainda intangível sonho de vencer uma taça da Champions League.

Ao ser contratado pelo time catalão, Ronald posou para uma foto apertando a mão de Cruijff no gramado do Camp Nou, ficou poucas horas visitando o lugar e retirou-se. Era um homem de ação e não de pose; só quebrava o silêncio com o canhão dos pés.

Virou o grande paredão do time e um líbero de eficiência aterradora para os adversários. As coisas começaram a mudar no Barça a partir dele e da geração comandada pelo gênio da “Laranja Mecânica”. No Natal de 1990, Koeman aceitou vestir-se de Noel.

Na edição do dia 25 de dezembro, o tradicional diário Mundo Deportivo trouxe o “Floquet de Neu” (apelido colocado pela torcida em alusão ao gorila albino que habitava o zoológico da cidade) todo de vermelho e prometendo presentes ao clube.

O Barcelona conquistou o tetra campeonato entre 1990-1994, confirmando a máxima cristã de que Papai Noel não esquece suas promessas. Mas ainda era preciso conceder à família azulgrená um brinquedo maior e inédito: a Copa dos Campeões da Europa.

E ela veio, primeiro em 1992, depois em 1994, com Ronald cumprindo desígnios dos deuses e aumentando sua fama de o maior zagueiro-artilheiro da história do futebol, marcando na carreira 193 gols, onze a mais do que o argentino Daniel Passarella.

Foi em 20 de maio de 1992, no templo sagrado do esporte bretão, Wembley, em Londres. O Barcelona jogando todo de dourado, como a emitir fluídos positivos para a conquista do caneco de prata. Ou como a lembrar a seleção laranja de Cruijff.

A Sampdoria foi um adversário duríssimo, levando a partida para a prorrogação. Aí veio o dedo do destino compor o pé direito de Ronald. Uma falta aos 4 minutos em favor do Barça. Cobrança ensaiada entre ele e dois craques, Stoichkov e Laudrup.

Até hoje, grande parte da fanática torcida catalã guarda nas gavetas do peito e nas paredes da memória a foto histórica do grande gorila branco correndo aos berros, os braços esticados ao chão. O Barcelona, enfim, tinha uma taça do continente.

Ronald Koeman foi um dos zagueiros mais temidos de todos os tempos, tanto pela dureza na marcação quanto pela capacidade letal de romper a defesa inimiga. Fora do gramado, foi também um bom jogador de golfe. Sua perna direita era um taco de campeão.


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Te amo, espanhola



Seus atributos físicos ficaram famosos quando disputou o concurso Miss Espanha 2009 e logo foi convidada para ensaios de revistas e campanhas publicitárias.

Aí veio o convite para apresentar programa de TV e a gata Tamara Gorro, 24 anos, conquistou a Europa, que hoje morre de ciúmes do zagueiro argentino Ezequiel Garay, o namorado da bela e recém-contratado pelo Benfica de Lisboa.


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O 10 dos doze pares de França



Quando eu vi o gramado do histórico estádio da minha aldeia sumir num piscar de olhos, pensei nos pés dos craques que um dia deixaram suas pegadas na minha memória e lembrei do quão distinto aconteceu com o Stade Auguste Delaune, na França.

Palco original do time do Stade Reims, construído em 1935 e que no alvorecer dos anos 1950 deu ao futebol francês as estampas de craques imortais como Just Fontaine, Raymond Kopa e Roger Piantoni, o estádio passou por grande reforma em 2008.

E para arrecadar uma parte dos investimentos na obra, o gramado histórico gerou três mil pedaços que foram comprados em tempo recorde pelos torcedores da cidade de Reims. Pedaços de glórias e afetos que a consciência coletiva soube guardar.

Nenhum turista, acidental ou não, passa pela cidade sem esbarrar nas narrativas sobre três relevantes eventos ali ocorridos: o ataque do guerreiro Átila, as coroações dos reis de antanho e a virtuose do futebol jogado por um cavaleiro da elegância, Piantoni.

Roger Piantoni, nascido em 1931, surgiu em 1950 no time do Nancy, onde depois de impor seu estilo clássico por sete anos foi contratado pelo Stade Reims para fazer história e se tornar uma lenda, uma espécie de Rolando dos doze pares de França.

A analogia com a mítica “canção-poema” da era medieval remete aos doze maiores jogadores do futebol francês em todos os tempos: Fontaine, Kopa, Zidane, Platini, Cantona, Tigana, Giresse, Blanc, Henry, Delfour, Rocheteau e ele, Piantoni.

Poucos canhotos na época tinham a noção de tempo e espaço no campo, mexia-se com a destreza de um cavaleiro andante em combate, com passos firmes e passes precisos como flechas de um arqueiro real. Era maestro e solista ao mesmo tempo.

Um dos filhos ilustres da cidade de Reims, o escritor Pierre Mabille, em cujas veias corria o sangue do poeta André Breton, disse que “o maravilhoso é uma força de renovação comum a todos os homens, independente de sua cultura”.

Pois o futebol maravilhoso de Piantoni fez a França se renovar naqueles anos de mudanças profundas na cultura mundial, como fosse parte das revoluções que explodiam. Com os amigos Kopa e Fontaine, ele mudou o jogo dos “azuis”.

A partir da orquestra em que se transformou o time do Stade Reims, o futebol francês tomou forma de sinfonia e até mesmo a magia latina de Di Stefano na trincheira espanhola não foi suficiente para conter as apresentações de gala de Piantoni & Cia.

Uma leitura compenetrada na biografia do craque, “Piantoni – Roger La Classe”, do jornalista e pesquisador esportivo Nathalie Milion, percebe-se que os franceses jamais deixaram de imaginar uma revanche contra o Brasil, na Copa da Suécia, em 1958.

E mesmo que décadas depois tenham se tornado nossos carrascos em três copas, entendem que a perna quebrada do zagueiro Jonquet, em entrada violenta de Vavá aos 37 minutos quando o jogo estava 1 x 1, foi fatal para o desempenho francês.

Brasil e França chegaram à semifinal de 1958 num clima de final antecipada. Os “azuis” tinham o melhor ataque com os gols que Fontaine fazia nas jogadas de Kopa e Piantoni; os “canarinhos” tinham a melhor defesa e duas armas mortíferas: Pelé e Garrincha.

No velho filme da primeira conquista brasileira em copas do mundo, vê-se o banho de bola verde-amarelo em que virou a partida depois que os franceses ficaram em desvantagem numérica. Mas há também os dribles que Piantoni dá nos campeões.

O primeiro camisa 10 lendário da França teve o azar de comandar seus pares contra um exército que estava renovando a arte da mais maravilhosa das batalhas, o futebol. O advento de Pelé e Garrincha comprovava nos gramados suecos a frase de Mabille.

Roger Piantoni e seu futebol magistral encantou a Europa e o mundo, foi eficiente e valente como o cavaleiro Rolando, mas tropeçou nas armadilhas do destino e nos pés de uma tropa fabulosa oriunda do outro lado do Atlântico. Qualquer exército tropeçaria.

Quando o gênio Michel Platini publicou sua história no texto de Philippe Tournon, sob título “Platini Le Football em Fête”, adivinhem a quem ele foi pedir para escrever o prefácio? Ao cara de quem herdou o número 10 e o estilo clássico de jogar.

Platini tinha tanto em comum com Piantoni, que ambos passaram por uma mesma experiência que muito lembra um episódio no início da carreira de Garrincha. Foram considerados inaptos para o futebol por falta de estatura e de fôlego. Ah, os teóricos.


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100 anos de Charles Addams



Um dos maiores cartunistas de todos os tempos faria 100 anos neste 7 de janeiro. Entre seus inúmeros desenhos, eternizou-se em todos os cantos do mundo o da Família Addams.

O centenário de Charles Addams já está nas páginas da mídia americana e européia e ganhou destaque especial na página de acesso do portal Google, através do tradicional e já cultuado "doodle", nome dado às imagens que o site de buscas coloca para festejar datas e personalidades.

No momento, 23h de sexta-feira, dia 6, a homenagem (gravura acima) ainda não está no Google Brasil, mas já pode ser visto nas páginas dos EUA, França, Reino Unido, Itália, Alemanha e outros países.


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Filho de deuses e demônios



À
s vezes nem os próprios deuses do futebol são capazes de conter as diabruras de alguns craques. Porque sempre há algo mais que divino na magia brotada dos pés e na arte gerada pelo instinto lúdico daqueles que enlouquecem platéias e atentam adversários.

Um dia, penso eu, o demônio Mefistófeles saiu voando das páginas do poeta Goethe e planou sobre aldeias tropicais no Nordeste brasileiro, no início do século XX, na caça de almas e corpos que pudessem receber e transmitir seus encantos infernais.

Acompanhou a longa jornada de uma família que fugiu para o Rio de Janeiro em busca de vida melhor e fartura para a prole faminta. E botou o olho e o feitiço nas entranhas de um negrinho de nome muito familiar. E aquele moleque ficou com o diabo no couro.

Filho dos deuses, mas com um estilo infernal de jogar o jogo que vinha dos brancos ingleses, o menino cresceu em solo carioca e logo se tornou um espetáculo para os olhos da cidade. Até no nome, ele tinha o dualismo do sagrado e do profano.

Fausto dos Santos, como se o prenome fosse obra literária de inspiração macabra e o sobrenome uma indicação de que a proteção divina também agia no seu futebol maravilhoso. Na fronteira dos anos 1920 e 1930, foi virar mito no Vasco da Gama.

O futebol de Fausto enfeitiçou o Rio de Janeiro e levou a torcida vascaína ao delírio. Poucos anos antes de Leônidas da Silva e alguns outros tantos antes de Pelé, ele foi o primeiro negro a reinar nos gramados e provocar idolatrias na assistência popular.

Seu enorme talento era proporcional a coragem pessoal e ao orgulho dos que se sabem gênios; os eleitos dos deuses e ungidos pelos demônios da bola. Quase meio século antes de Afonsinho, em 1938, brigou na Justiça pelo direito ao passe livre.

Mais de setenta anos antes de Neymar e Ronaldinho Gaúcho, Fausto se exibia nos estádios do mundo - o craque de ébano do Barcelona - ostentando dois grandes e brilhantes anéis nos dedos, tão ofuscantes quanto seu gingado diante dos zagueiros.

Foi, sem dúvida, o primeiro craque brasileiro, na mais clássica acepção da palavra, a encantar platéias na Europa. Na primeira Copa do Mundo, em 1930, formou com o argentino Stábile e o uruguaio Andrade o trio mágico do grande evento da FIFA.

Aliás, tem inspiração no negro Andrade, o craque que encantou Paris nos anos 20 e conquistou a bailarina Josephine Baker, o apelido de “Maravilha Negra” dado a Fausto. Nos campos uruguaios, o brasileiro era chamado “Macanudo” (poderoso, insuperável).

Fausto foi uma andorinha quase solitária na primeira copa, a seleção brasileira sacrificada pela pendenga política entre Rio e São Paulo e que provocou uma cisão irreparável na escalação do time que viajou para Montevidéu. Poderia ser diferente.

Faltou a magia de Mefistófeles ou uma mãozinha dos deuses ludopédicos para empurrar o Brasil para uma conquista histórica, inaugurando numa época áurea do nosso futebol amador uma hegemonia que vive a sofrer ameaças desde a aposentadoria de Pelé.

Nos meus sonhos delirantes de pesquisador incurável, vejo a maestria de Fausto, com seus dribles infernais a tocar passes perfeitos para os gols do artilheiro original Arthur Friedenreich (São Paulo da Floresta) ou a conclusão mortífera de Heitor (Palestra Itália).

Fausto, como o nosso Aquiles negro de uma Ilíada lúdica, a comandar a vitória primeira na aventura boleira do século das luzes e da ciência. Trocando bolas mágicas com os corintianos Neco e Del Debbio, fazendo linha de passe com o santista Feitiço e tabelinhas com o palmeirense Romeu.


Morreu tuberculoso, num sanatório mineiro, como aconteceria depois com Heleno de Freitas, vítima também do descuido e da vaidade dos seus próprios deuses e demônios que naqueles anos não vislumbravam o futuro. Mas a História guardou-lhe um glorioso túmulo que não existiu na morte.

Como o personagem homônimo, devorou livros na solidão da doença e anteviu a chegada da medonha, pedindo rezas e bênçãos, enquanto os artistas do povo que o amava, como Ataulfo Alves e Sílvio Caldas, cantavam para arrecadar ajudas para seu tratamento. Fausto foi a obra-prima da arte que pariu Garrincha e Pelé.



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Os ricos do Brasil



A nova edição da revista Exame traça o mapa dos milionários em todo o país, distribuídos por estados. São Paulo, obviamente, lidera o ranking milionário.

O RN tem 427 ricaços, segundo o relatório da publicação da Abril. Quem é capaz de contar quantos deles conseguiram acumular fortuna sem estuprar a viúva?

Quantos lucraram em negócios legais, sem esquemas privados nas entranhas públicas, sem fraudes de licitação, sem protecionismo político?

Acesse o portal da Exame aqui http://bit.ly/wPCwTS


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PASSATEMPO:



C
ada um acrescenta o diálogo que quiser. O tema é livre.

Enviem para o meu Twitter:
 


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Michele joga a toalha e McCain apóia Romney



O
ex-governador de Massachusetts, Mitt Romney, tem três motivos para comemorar em função da largada eleitoral do Partido Republicano para a sucessão do democrata Barack Obama.
 

Além de superar numa disputa emocionante o ex-senador Rick Santorum nas prévias de Iowa, nesta terça-feira, 3, e receber o apoio formal do ex-candidato a presidente John McCain, ainda teve a desistência da colega Michele Backman, anunciada nesta quarta. 

Amargando um sexto lugar na abertura do processo de escolha do partido, a deputada do Minnesota chegou a dizer ontem mesmo que não desistiria e que seria ela, ao final da convenção republicana, a disputar a Casa Branca com Obama. 

Na noite passada, o povo de Iowa falou com uma voz muito clara, por isso, eu decidi me retirar”, declarou Backman ainda no salão de baile de um hotel em West Des Moine, lá mesmo em Iowa aonde poucas horas antes chegou a dançar com o marido após discursar se afirmando candidata. 

Michele, de 55 anos, integrante do movimento conservador Tea Party, tentou obter apoio dos cristãos evangélicos que desempenharam um papel crucial na prévia do pequeno estado rural americano. Mas caiu nas pesquisas e só ficou com 5% dos votos na noite desta terça. 

Podemos deixar esta corrida sabendo que concorremos com a máxima integridade”, disse ela à imprensa e prometendo “continuar lutando para derrotar a agenda socialista do presidente”. Ela perdeu força em agosto do ano passado, depois que o pré-candidato Rick Perry – terceiro lugar em Iowa – entrou na disputa. 

Backman teve seus votos desviados para Perry num primeiro momento e logo depois outros migraram para Rick
Santorum, que também tem uma plataforma de extrema direita como a deputada, que fez campanha em 99 cidades e mantinha uma esperança de catapultar seu nome a partir da prévia de Iowa.

A próxima disputa interna do Partido Republicano será em New Hampyshire, no dia 10 de janeiro.


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Meryl Thatcher


Foto
Vamos ter uma moeda única que não podemos controlar e vamos ser incapazes de determinar nossos próprios interesses?”, perguntou a então primeira-ministra inglesa Margareth Thatcher quando se iniciaram as articulações pró-euro. Em “A Dama de Ferro”, a atriz Meryl Streep resgata o lado estadista e a força feminista da política que ainda hoje provoca controvérsia na Europa. Expectativas enormes para o filme.


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Tom Cruise quase impossível



Não se discute, entre cinéfilos do gênero, a condição do mítico ator Johnny Weissmuller de melhor Tarzan do cinema. Assim como é difícil eleger um sucessor à altura para John Wayne, o cowboy mais popular e mais carismático dos filmes de bang-bang.

Na composição do estereótipo de um herói são imprescindíveis elementos como a força, a sagacidade e, principalmente, aquele ar de imortalidade que os quadrinhos tão bem sabem estabelecer na longevidade dos seus personagens, voadores ou não.

Já estava entrando na fase adulta quando comecei a rever velhos filmes da infância e descobri, um tanto decepcionado, como a interpretação dos meus velhos mitos cinematográficos perdiam glamour de uma época para outra, filme após filme.

Aquele Weissmuller de “Tarzan e as Sereias” não tinha a mesma elasticidade do filme “Tarzan e a sua Companheira”. A corrida do ator ou a performance nadando eram bem aquém dos primeiros filmes. Tarzan estava dando lugar a Jim das Selvas.

O segundo personagem, interpretado por um Johnny Weissmuller cinqüentão, permitia que as roupas de caçador de safári não deixassem à mostra o corpanzil de um homem em processo de envelhecimento. Coisa que Indiana Jones já não permite a Harrison Ford.

Foi essa mesma diferença que eu percebi muito depois ao comparar os mocinhos na pele de John Wayne. Aquele pistoleiro dos primeiros anos de carreira, cheio de energia e vigor físico, não tinha mais nada similar nas fitas a partir das décadas de 50 e 60.

Era humanamente impossível – a não ser pela fantasia cinematográfica que impede uma visão mais crítica e exigente do real – que o personagem Jack Grandão exibisse o mesmo desempenho nas telas de Breck Coleman, o intrépido guia de “A Grande Jornada”.

Os movimentos físicos de John Wayne sessentão voltaram à memória no dia em que estreou a quarta aventura de Indiana Jones. E os piques de Harrison Ford no meio de florestas me lembraram de imediato a musculatura do velho Weissmuller em 1948.

Em “Missão Impossível 4”, a quarta parte da grife interpretada e produzida por Tom Cruise – e que diga-se um grande filme para quem curte entretenimento – a grande porção de humor no roteiro só é superada pela piada de um herói seminu.

É visível a distância entre o Ethan Hunt da aventura “O Protocolo Fantasma”, quando aparece sem camisa num parapeito de um hospital russo, daquele que estreou numa missão em Praga, dezesseis anos atrás. Cruise está virando o novo Charles Bronson.

Quem lembra dos filmes de Bronson, um velhote grisalho distribuindo sopapos contra inimigos bem maiores e mais jovens que ele? Nada contra o envelhecimento, mas se o cinema permite truques e dublagens, por que exibir cinqüentões em ações juvenis?

Os músculos já em processo de flacidez na cena do parapeito me lembraram a tentativa de retorno de Arnold Schwarzenegger, de Sylvester Stallone e de Mickey Rourke como fantoches de si mesmos. Aos 50 anos, Tom Cruise está correndo como Weissmuller.

Não que seja impossível manter os coroas com a aura de jovens heróis imbatíveis e imutáveis. O cinema existe para dar realidade às fantasias. Mas um cuidadozinho na vaidade enviesada dos fãs nunca é demais, até para proteger a imortalidade do mocinho.


Não venha dizer agora, os que discordam de mim, que foi a mesma coisa, teve a mesma sensação e prazer aquele repeteco da cruzada de pernas de Sharon Stone quatorze anos depois do primeiro lance sem calcinha? Ah, o gostoso de “Missão Impossível 4” despenca do centésimo trigésimo andar de um edifício de Dubai.

A beleza plástica e anatômica de Lea Seydoux, no papel de uma assassina de aluguel, é a parte mais verdadeira, sem exageros, do novo filme de Tom Cruise. Que, aliás, já deve estar estudando uma saída a la James Bond, elencando um novo corpo para o porvir.



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O pulso ainda pulsa




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